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Gestão Integrada do Negócio Será o Diferencial Competitivo Das Convertedoras, Afirmam Especialistas

 

A indústria de máquinas de flexografia e de rotogravura evoluiu substancialmente nos índices de performance e qualidade de impressão de seus equipamentos. Cabe agora à indústria de conversão de rótulos e embalagens buscar o alinhamento de seus métodos e processos produtivos para obter as máximas vantagens destas evoluções. Só assim os benefícios colhidos irão além do ganho de escala e redução dos custos primários.

Esta avaliação faz parte de um estudo sobre o setor de conversão e de embalagens apresentado pelo especialista Aislan Baer, da empresa de consultoria e treinamento ProjetoPack durante o seminário “Dicas Estratégicas para Empresas Convertedoras”, promovido em outubro último pela Metrics Sistemas de Informação e dirigido a gerentes e diretores de empresas deste segmento.

Segundo o executivo, a tendência cada vez mais acentuada de tiragens menores de impressão neste nicho afeta diretamente na produtividade da indústria e obriga a mudanças de atitude empresarial para a alvancagem dos lucros. “Com os novos avanços tecnológicos, as empresas tem chances muito maiores de não mais despender o seu tempo em atividades não lucrativas, como o acerto repetitivo de máquinas e o constante retrabalho ou revisão de processos já em andamento, afirma o consultor.

Em sua avaliação as novas facilidades de planejamento da produção e do negócio, associadas à flexibilidade e inteligência das máquinas abre novas alternativas de posicionamento de mercado para os fabricantes, muitas delas ainda não exploradas pela indústria.

De acordo com o estudo de Aislan, a principal deficiência de algumas empresas do setor está ainda na falta de mapeamento claro dos próprios processos produtivos por parte do setor de conversão, o que impede a definição de políticas eficientes de planejamento do negócio. “Enquanto os departamentos de venda se esforçam por trazer pedidos para a fábrica e a produção se esforça por entregá-los, a inteligência de gestão deve intervir para que estas duas instâncias trabalhem em sintonia, caso contrário haverá perdas de oportunidade ou até perturbação para os processos industriais das empresas, afirma o consultor.

A boa notícia, completa ele, é que a tecnologia e os novos conceitos de gestão de pessoas, processos de máquinas começam a mudar para melhorar o cenário das convertedoras no Brasil.

Durante o evento na Metrics, o especialista apontou ainda alguns pontos que necessitam ser avaliados, a fim de que possam planejar a produção e criar estratégias de negócios adequadas ao atual cenário. “As empresas necessitam rever o seu mix de produtos considerando os novos recursos disponíveis nos equipamentos e os novos requisitos do mercado comprador. Além disto, precisam mapear tópicos como os volumes médios das tiragens, os lotes mínimos aceitáveis, os custos de fabricação e as margens reais que se aplicam a cada produto, incluindo-se aí alguns custos nem sempre visíveis, como os de acerto, refile, índice médio de retrabalho e manutenção periódica”, exemplifica o palestrante.

Representando a Metrics Sistemas de Informação, o gerente comercial, Alexandre Rodrigues, fez uma dissertação sobre os últimos avanços da tecnologia de gestão integrada, com foco na área de embalagem e de conversões, e apresentou as ferramentas da Metrics para apoiar decisões estratégicas de negócio e administração nesta área. “Aos poucos, a indústria de conversões começa a se dar conta da importância da visão integrada do negócio, o que abre grandes perspectivas de parceria para empresas como a Metrics, que encapsula inteligência gerencial com métodos práticos e assimiláveis de planejamento e controle da produção”, afirma o executivo.

Referendando esta análise, o diretor da Metrics, Osmar Barbosa, salienta que a tecnologia de gestão integrada resolve os problemas de desconexão entre as áreas de venda, orçamento, produção e administração nas empresas de conversão e promove não só a elevação da produtividade mas uma nova visão dos negócios com base em métricas claras. “Ao introduzir a tecnologia de gestão nos seus processos de negócio, o setor de conversão passa a poder planejar e executar os negócios com base em indicadores matemáticos, livrando-se do velho estigma artesanal que já não se sustenta num cenário de equipamentos de grande performance e de clientes cada vez mais  exigentes”, conclui o diretor da Metrics.

O seminário Dicas Estratégicas para Empresas Convertedoras foi um dos eventos promovidos dentro do calendário de encontros técnicos “Jornada Tecnológica Aprimore”, que a Metrics vem promovendo junto ao público de profissionais de produção e administração, além de empresários dos setores gráfico e de embalagem.

 

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